JPP lamenta dificuldades para jovens e baixa natalidade
Ministra critica PS por ficar "ofendido" com ideias diferentes
BE acusa ministra de tratar pior quem põe "a economia a funcionar"
“Portugal é um país que se põe de pé porque há milhões de pessoas que trabalham todos os dias para pôr a economia a funcionar” e “a senhora ministra acha que tratando pior” essas pessoas “é introduzir modernidade em Portugal”, acrescentou.
Livre acusa ministra de diabolizar as pessoas pobres
A deputada vincou que o pacote laboral não estava no programa do Governo porque, se estivesse, este “não teria sido eleito”.
“A senhora ministra diaboliza as pessoas pobres” e “faz das representações sindicais os maus da fita”, acrescentou.
PS diz que mandar Hugo Soares promover reforma é "péssima ideia"
A socialista vincou que a proposta reduz a possibilidade de teletrabalho, promove o outsourcing, aumenta a possibilidade de contratos a prazo e prejudica os direitos parentais.
IL diz que proposta do Governo "vai no caminho certo"
“É claro que em matéria de Código do Trabalho, qualquer coisa que se tente mexer (…) a esquerda insurge-se logo, e vem a luta de classes e a luta dos trabalhadores”, afirmou.
“A verdade é que o vosso mercado de trabalho o que dá é ter metade da população a ganhar mil euros por mês”, acrescentou a líder da IL.
Chega diz ser "difícil" aprovar uma reforma que não valoriza trabalhadores por turnos
“Estão disponíveis para negociar todas estas condições que não abonam em nada os trabalhadores portugueses?”, perguntou à ministra do Trabalho.
CDS-PP diz que esquerda tem "dificuldade em perceber"
Criticou ainda o PS por ter chamado “o pensionista Mário Centeno para a discussão da reforma laboral”.
PCP frisa que "luta de classes existe mesmo"
O deputado quis saber porque é que os lucros das grandes empresas não fazem aumentar os salários “de forma digna” dos trabalhadores.
PSD critica CGTP por estar "lá fora de megafone em punho"
A deputada perguntou à ministra do Trabalho se considera que a proposta laboral é um instrumento decisivo para a valorização salarial.
A social-democrata frisou que um dos maiores desafios económicos e sociais é o aumento de salários, que disse impactar diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores e a retenção de talento no mercado laboral.
Governo assegura que reforma não corta direitos aos trabalhadores
Maria do Rosário Palma Ramalho pediu aos portugueses que “fiquem tranquilos”, já que “ao contrário do que vos quiseram convencer, não há nenhum corte dos direitos dos trabalhadores nesta reforma”.
“Pelo contrário: eles são reforçados”, assegurou, defendendo que “este é o único caminho”.
Ministra do Trabalho diz que Portugal se habituou "a pensar pequeno"
“O país habituou-se à estagnação, habituou-se a pensar pequeno, à cauda da Europa, a ser ultrapassado por países que entraram na União Europeia muito depois de nós”, disse Maria do Rosário Palma Ramalho, enumerando a Chéquia, Eslovénia, Malta, Chipre, Lituânia, Estónia, Polónia, Hungria e Roménia.
Protestos em São Bento contra o pacote laboral
Está a decorrer uma concentração contra as alterações à Lei Laboral, organizada pela CGTP. Uma manifestação no dia de debate no Parlamento.
Pacote laboral. Chega confirma negociações em curso com o PSD e afasta PS: "Tem de haver uma escolha"
No dia em que o pacote laboral proposto pelo Governo é debatido na Assembleia da República, o Chega aponta negociações em curso com o PSD, mas deixa um recado ao Governo: se quiser ter sucesso nas negociações com o Chega, deve deixar de fora do debate o Partido Socialista.
PSD confiante de que proposta vai descer à especialidade
“Hoje far-se-á o debate, continuaremos essa negociação”, afirmou.
“Se a pergunta é se eu estou convencido que a proposta vai baixar para ser discutida na especialidade com a aprovação na próxima sexta-feira, eu creio que sim”, disse.
Portugueses emigrados pedem chumbo do pacote laboral em carta aberta
Em dia de debate sobre o pacote laboral, surge um apelo dos portugueses emigrados em vários países numa carta aberta ao Presidente da República e ao primeiro-ministro.
Nesta carta, pedem o chumbo do pacote laboral porque as alterações vão expulsar ainda mais portugueses.
Inês Ameixa - RTP antena 1
Parlamento discute hoje lei laboral
O plenário começa às 14h00. A proposta de alteração do governo é a primeira a ser apresentada, mas há também projetos de lei de vários grupos parlamentares. A votação na generalidade está marcada para amanhã.
Cerca de meia hora antes, arranca uma concentração de contestação convocada pela CGTP em frente ao parlamento. Questionado sobre uma eventual descida da proposta à fase da especialidade sem votação na generalidade, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira indicou que "de qualquer das formas" terá que haver uma votação, dado que nesse cenário terá que ser apresentado um requerimento que será sujeito a votação, pelo que insiste que a proposta "só sobrevive se os partidos permitirem que sobreviva".
André Ventura indicou também que a eventual viabilização da proposta de lei do Governo estará dependente de "haver um princípio de entendimento" global.
Após não ter alcançado acordo na Concertação Social, a proposta de lei deu entrada na Assembleia da República em 18 de maio e contempla "mais de 50 alterações" ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT, segundo referiu a ministra do Trabalho.
Grande Entrevista. Carneiro aponta "cambalhota política" a Montenegro por discutir com Chega a idade da reforma
O secretário-geral do PS acusou o primeiro-ministro de não rejeitar publicamente a discussão desta matéria. Na Grande Entrevista da RTP, José luís Carneiro assinalou que reduzir a idade da reforma custa 4,5 mil milhões de euros por ano e que para ir buscar esse valor teria de haver corte nas pensões ou aumento de impostos.
Criticou ainda a condição colocada por Ventura para aprovar o pacote laboral de fazer recuar a idade da reforma, uma posição que Carneiro vê a colocar em causa o compromisso com as novas gerações.
José Luís Carneiro considera que estamos aqui perante uma “cambalhota política de um grande significado”, uma "cambalhota" do primeiro-ministro para agradar ao Chega.